Futebol agradece

O Conselho Deliberativo do Palmeiras aprovou há pouco, pela segunda vez, o projeto de reforma do estádio Palestra Itália. Agora, ao que tudo indica, a nova arena palmeirense sairá do papel. A vitória no Conselho foi esmagadora: 126 votos a favor, dois contra e 101 abstenções, causada pelos membros de oposição quando souberam do golpe que sofreriam, de novo, na tentativa de brecar a reforma do estádio.

O projeto da nova arena segue o que estava previamente combinado. A construtora WTorre fará o novo estádio (orçado em R$ 300 milhões) e, em troca, terá o direito à gestão da arena por 30 anos. Na lógica simples, o clube não precisa gastar dinheiro com algo para o qual teria de se endividar para realizar e, além disso, começa a ter lucros logo após a primeira partida. Afinal, a expectativa é de que a nova arena signifique um aumento na arrecadação com o estádio.

Para a oposição, 30 anos parece uma eternidade. Mas, para o futebol brasileiro, a nova arena do Palmeiras pode representar um salto gigantesco em busca de um novo futuro para o torcedor, ainda mais com o Grêmio também tocando um projeto de nova arena, com o mesmo objetivo de se preocupar mais com o principal cliente, que é o torcedor.

Enquanto não for colocado o torcedor no papel de principal astro do esporte, continuaremos a ter um potencial desperdiçado. Arenas modernas, em qualquer modalidade, são um dos caminhos para modernizar a relação torcedor-esporte e fazer com que um novo olhar seja lançado sobre o esporte como negócio no país. Algo que já foi percebido pelos americanos desde sempre e que, há alguns anos, invadiu a Europa, especialmente no futebol.

A vitória desta noite do Palmeiras foi importante para quem trabalha com futebol. Que mais Palmeiras e Grêmios surjam nos próximos anos, para fazer com que o torcedor, finalmente, seja tratado na mesma proporção da importância que tem para o esporte.

Adicionar novo comentário

Devido a comentários sem educação, aguarde a moderação