A verdade, esta coisinha chata

Tenho que publicar, tardiamente, mas não menos importante, o texto do Seo Cruz, a verdade.

Fantástico e se torna leitura OBRIGATÓRIA ao torcedor apaixonado pelo Palmeiras. Se torna mais obrigatória, aos alienados.

Cansamos de contar aqui algumas passagens históricas importantes da vida do Palestra; nada que nenhum Palestrino já não soubesse de antemão, mas são verdades que ofendem o brio daqueles que usurparam cada página de sua história sem brilho e repleta de vergonha.

Hoje há uma gente preocupada em preservar a imagem positiva do SPFW, porque esse marquetíngue é, no fundo, o único pilar que mantém vivo qualquer tipo de orgulho que um torcedor sem paixão, como o daquele clube, possa ter.

Sempre fomos desmentidos por aqui, principalmente quando tocamos em alguns trechos delicados da história política recente da nação, ou quando voltamos ao ano de 1942.

Melhor do que discutir com esta turma, penso eu, é recorrer aos testemunhos da época, bem como ao único documento oficial que eternizou a maior humilhação de um clube de que se tem memória, em todo um século de calcio nacional.

Primeiro, uma reprodução de capa de jornal, seguida da transcrição de sua matéria, para lá de esclarecedora:


Agora, vamos à matéria:

Quando o São Paulo foi fundado, em 1935, o Palestra Itália já era um clube grande. Mas não demorou muito para surgir a rivalidade entre os dois, e o estopim dessa animosidade ocorreu no Campeonato Paulista de 1942.

Em meio à 2ª Guerra Mundial (1939 a 1945), na qual o Brasil lutou contra as forças do eixo (Alemanha, Itália e Japão), o Palestra era apontado por parte da mídia como inimigo da pátria. A rádio Record, cujo dono era Paulo Machado de Carvalho, então diretor de futebol do Tricolor, era o veículo que mais fazia propaganda contra os palestrinos, sobretudo pelas palavras do locutor são-paulino José Geraldo de Almeida.

O São Paulo perseguia o Palestra e chamava o Parque Antártica de quinta coluna [destacamento do exército alemão que fazia espionagem]. Quando o governo Getúlio Vargas baixou o decreto obrigando que todo nome de instituição que remetesse à Itália, à Alemanha ou ao Japão fosse alterado, o Palestra passou a se chamar Palestra de São Paulo [em março daquele ano]. Mas em setembro, uma semana antes do jogo que poderia valer o título estadual, o São Paulo pressionou e o Palestra teve de mudar de nome outra vez”, conta Rubens Ribeiro, de 82 anos, responsável pelo museu da Federação Paulista de Futebol.

O Palmeiras surgiu em 14 de setembro de 1942. Seis dias depois, enfrentaria o Tricolor pela penúltima rodada. “O Palmeiras era o líder invicto com dois pontos perdidos em 18 jogos. O São Paulo era vice com quatro pontos perdidos, e o Corinthians tinha sete pontos perdidos. Se o São Paulo ganhasse do Palmeiras, eles ficariam empatados na tabela, e o Palmeiras tinha pela frente o Corinthians na última rodada, enquanto o São Paulo ia pegar o Espanha, atual Jabaquara”, lembra João Farah, conselheiro e estudioso da história tricolor.

Com a bola rolando, os palmeirenses fizeram 2 a 1 no primeiro tempo. No início da etapa final, veio o inusitado. “O Palmeiras buscava o terceiro gol quando o Virgilio fez pênalti no Og. O Luizinho pegou a bola, foi ao túnel do vestiário e, depois, o time se retirou de campo. O juiz esperou 30min para ver se o São Paulo voltava. Como não voltou, autorizou a cobrança de pênalti e decretou o fim da partida com vitória do Palmeiras por 3 a 1. A partir de então, o São Paulo ficou sendo chamado de time fujão”, afirma Ribeiro. “O São Paulo foi suspenso pela federação e não pôde enfrentar o Espanha”, acrescenta Farah.

O Agora teve acesso a uma súmula pertencente ao Palmeiras que mostra que o São Paulo realmente fugiu de campo. Este é o único documento oficial relativo ao jogo. “A federação não tem nenhum documento porque ocorreram dois incêndios quando o prédio ficava na Brigadeiro Luis Antônio e queimou tudo”, lamenta Ribeiro.
(Marcelo Cazavia)


Resta-me aqui reproduzir a súmula do jogo, amici. Para os mais céticos, aqueles que ainda ousam duvidar da veracidade desta matéria, mesmo tendo sido publicada no jornal da família Frias. Coisa para guardar e esfregar na cara de qualquer FUJÃO que não conheça a história (nem o hino, nem a escalação) de seu próprio time de donzelas recalcadas:
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Sem mais, amici.

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