Aos rivais

"Á TODOS OS RIVAIS

Pelo gosto de Deus ou pela incompetência de alguns seres humanos que se dizem meus companheiros, eu fiquei afastado dos holofotes e assumi o infeliz papel de coadjuvante nos campeonatos que disputei. Venci alguns jogos, perdi e empatei outros e até mesmo lutei pela vaga em torneios intercontinentais, chegando a disputá-los em algumas oportunidades. Afinal, eu não poderia e não perdi até hoje o status de clube com o maior número de participações em Libertadores, mesmo na situação difícil que os últimos anos me proporcionaram.

Em 2008, consegui me reestruturar em todos os sentidos. Busquei ajuda externa, como todos que estão passando por um momento difícil fazem, e alguns amigos ofereceram suas forças, o que me deixou motivado e pronto pra me reerguer. Reconheço e agradeço essa ajuda e só tenho a agradecer a confiança alheia, mas tenho plena certeza de que a minha grandeza foi a maior responsável para que eu reassumisse o lugar de onde nunca deveria ter saído: o topo.

Agora, desperto a inveja de todos vocês, meus rivais, fazendo com que levantem hipóteses absurdas, por preverem o meu sucesso e estar buscando desculpas antecipadamente para reconhecer suas respectivas derrotas perante a mim. Acontece, meus colegas, que o sucesso não se compra. Se alcança com muita luta, muita determinação e, sobretudo, muita paciência.

Sei que esse sucesso irá incomodar ainda mais, e os 15 milhões de frutos que eu espalhei pelo mundo à fora e que jamais me abandonaram estarão prontos pra comemorar junto comigo mais uma conquista nessa nova fase da minha existência. Pode ser em breve, ou não, mas eu voltarei a ser o número um. Sinto o cheiro da vitória no ar, e com os pés no chão lutarei bravamente em cada nova batalha que a vida me trouxer.

E prestes a completar 100 anos, eu me sinto cada vez mais jovem!

Prazer, meu nome é Palmeiras!"

Autor Desconhecido

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