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Diretamente a análise da Gazeta Esportiva. Horario do jogo sem vergonha, não consegui assistir.

Os poucos palmeirenses que foram ao Palestra Itália neste domingo estavam animados antes mesmo de o clássico contra o Santos começar. Comemoraram a conquista da Copa das Confederações pela seleção brasileira, protestaram contra a diretoria e o agora desempregado Wanderley Luxemburgo e vaiaram a equipe do Santos, principalmente o zagueiro Domingos.

Domingos foi perseguido pela torcida do Palmeiras pela confusão em que se envolveu com o meia Diego Souza nas semifinais do Campeonato Paulista. Após a execução do Hino Nacional Brasileiro, os dois jogadores foram obrigados a cumprir o protocolo e trocar cumprimentos em campo. Não demorou muito para começarem a dividir a bola com intensidade no Palestra Itália.

Como o Palmeiras passou a maior parte do primeiro tempo no ataque, o encontro entre Diego Souza e Domingos era frequente. O defensor do Santos quase assistiu à sua equipe sofrer um gol com menos de um minuto de partida. O goleiro Douglas saiu mal da área para disputar a bola com Willians, e o atacante chutou cruzado com o gol vazio. Ninguém aproveitou.

O bom início de jogo do Palmeiras animou o público da casa. A equipe dirigida por Jorginho era muito mais organizada do que o Santos, e logo seus torcedores recolheram a faixa com a inscrição "Planejamento?" que exibiam na arquibancada. Preferiram incentivar os constantes confrontos entre Diego Souza e Domingos. E ameaçaram gritar "gol" quando Douglas defendeu uma conclusão do meia e uma cabeçada de Willians.

Aos 32 minutos, enfim os palmeirenses berraram o que pretendiam. Cleiton Xavier chutou cruzado da entrada da área, e Obina (agora sem a companhia de Keirrison no ataque) aproveitou rebote de Douglas para abrir o placar. Inconformado com a sua defesa depois de sofrer o gol, o goleiro o Santos levou as mãos à cabeça, virou para trás e desabafou em direção a repórteres: "Os caras só ficam olhando. Assim não dá".

Já o técnico Vágner Mancini se cansou de somente ver a pressão do Palmeiras. Substituiu o jovem Neymar pelo meia Róbson no intervalo. Diante de um adversário mais recuado no segundo tempo, o Santos até conseguiu aumentar o seu volume de jogo. Criou algumas oportunidades em lances de bola parada, porém não chegou a incomodar o goleiro Marcos.

Jorginho resolveu entrar em ação. Promoveu a estreia de Felipe, com quem trabalhou nas categorias de base do Palmeiras, no lugar de Willians. Com Molina no gramado e Pará fora, no entanto, o Santos se tornou ainda mais perigoso. Aos 26 minutos, Kléber Pereira cabeceou e Róbson emendou de primeira. Marcos espalmou com desenvoltura e fez os palmeirenses vibrarem de novo.

A idolatria ao goleiro só cessou no momento em que Pierre foi substituído. Ovacionado, o volante deixou o campo para a entrada de Edmílson. Mas a alegria dos torcedores da casa terminou aos 36 minutos. Marcos defendeu um chute de Kléber Pereira e, na sobra, Róbson concluiu para o gol. Foi a vez do arqueiro palmeirense se irritar. Chutou uma placa de publicidade com força, enquanto a maioria do público parecia incrédulo.

Nem mesmo a entrada de Ortigoza no lugar de Pierre e a reação esboçada pelo Palmeiras nos minutos finais foi suficiente para abafar as vaias de seus torcedores ao apito final.

Um Comentário até agora.

  1. Anônimo escreveu:

    Edmilson jogou no lugar do pierre...
    e o Ortigoza no lugar do Wendel

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