Análise de Mauro Beting


"Com o critério do gol marcado fora de casa, não sei se é bom ou ruim fazer o segundo jogo em seus domínios. Pelo o que o Palmeiras tem feito nesta Libertadores, pelo que tem sofrido no Palestra Itália e pelo que tem conquistado longe de São Paulo, dá até para brincar que talvez fosse melhor o Pameiras mandar os dois jogos em Montevidéu.

Sobre as equipes, são muito parecidas, nas virtudes e nos defeitos. O Palmeiras é um time rápido, de contragolpe, assim como o Nacional, que tem um bom ataque, é criativo, assim como o Verdão. Os dois times têm defesas 'indefensáveis, sobretudo no jogo aéro. Maurício Ramos e Marcão podem fazer boas partidas assim como foram as duas contra o Sport na Ilha do Retiro, mas muitas vezes atuam como no clássico contra o São Paulo. Se não fosse o Marcos...

O Nacional tem o sistema defensivo muito falho nas bolas alçadas na área: uma zaga lenta e ruim, que joga em linha, da qual o Palmeiras pode se aproveitar em uma noite inspirada de Keirrison. Acredito em dois jogos com gols, tanto em São Paulo quanto em Montevidéu, com uma pouco mais de chances para o Palmeiras.

O lado mais forte do Tricolor uruguaio é o esquerdo. Se fosse o Vanderlei Luxemburgo, reforçaria a marcação no setor direito com o Souza como um ala pela direita, mantendo o esquem com três zagueiros, e qualificando a marcação com Cleiton Xavier ao lado do Pierre. Na frente, ao lado do Keirrison, até pode ser o Ortigoza, já que o adversário é ruim no jogo aéreo.

Com a marcação reforçada, liberaria o Cleiton Xavier para articular o meio-campo com o Diego Souza. Ou seja, iniciaria o Cleiton de volante, assim como foi contra o São Paulo no segundo tempo.

O Nacional tem um bom time. Por isso, não será surpresa alguma se o time uruguaio avançar na Libertadores e o Palmeiras ficar pelo caminho."

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