O dossiê - Parte 3

UM PASSADO DE OURO NÃO PODE SER ESQUECIDO

É estranho constatar que enquanto países de futebol menos vitorioso do que o brasileiro reconhecem seus campeões nacionais desde os primórdios do século XX, o Brasil tende a contar seus campeões apenas a partir de 1971, ignorando a Época de Ouro de nosso futebol – que compreende de 1958 a 1970.

De 1958 a 1970 foram realizadas quatro Copas do Mundo e o Brasil ganhou três, de forma inapelável. Seu placar mais apertado em uma final foram os 3 a 1 contra a Tchecoslováquia, em 1962. Em 1958 e 1970 deu show, ganhando a Jules Rimet com goleadas de 5 a 2 sobre a Suécia e 4 a 1 sobre a Itália, respectivamente.

A Seleção Nacional teve craques inimagináveis nesse período, como Pelé, Garrincha, Didi, Nilton Santos, Gérson, Rivellino, Jairzinho, Zito, Mauro, Gilmar, Carlos Alberto Torres, Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Clodoaldo, entre outros. E todos eles chegaram à Seleção também por suas performances na Taça Brasil e no Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata.

AS TRÊS COPAS DE OURO
Uma prova da qualidade do futebol praticado no Brasil no período em que foram disputadas a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata é que todos os jogadores que participaram das campanhas vitoriosas da Seleção Brasileira em 1958, 1962 e 1970 atuavam no País. Vejamos:

Copa de 1958: Gilmar (Corinthians), Castilho (Fluminense), De Sordi (São Paulo), Djalma Santos (Portuguesa de Desportos), Bellini (Vasco), Mauro Ramos de Oliveira (São Paulo), Nilton Santos (Botafogo), Oreco (Corinthians), Dino Sani (São Paulo), Zito (Santos), Orlando Peçanha (Vasco), Zózimo (Bangu), Garrincha (Botafogo), Joel (Flamengo), Didi (Fluminense), Moacir (Flamengo), Vavá (Vasco), Mazzola (Palmeiras) Pelé (Santos), Dida (Flamengo), Zagallo (Flamengo) e Pepe (Santos).

Copa de 1962: Gilmar (Santos), Castilho (Fluminense), Altair (Fluminense), Mauro Ramos de Oliveira (Santos), Bellini (Vasco), Jair Marinho (Fluminense). Djalma Santos (Palmeiras), Jurandir (São Paulo), Nilton Santos (Botafogo), Zózimo (Bangu), Didi (Botafogo), Mengálvio (Santos), Zito (Santos), Zequinha (Palmeiras), Garrincha (Botafogo), Jair da Costa (Portuguesa), Vavá (Palmeiras), Coutinho (Santos), Pelé (Santos), Amarildo (Botafogo), Zagallo (Botafogo) e Pepe (Santos).

Copa de 1970: Félix (Fluminense), Ado (Corinthians), Leão (Palmeiras), Carlos Alberto Torres (Santos), Zé Maria (Portuguesa), Brito (Flamengo), Baldochi (Palmeiras), Piazza (Cruzeiro), Fontana (Cruzeiro), Joel (Santos), Marco Antônio (Fluminense), Everaldo (Grêmio), Clodoaldo (Santos), Rivelino (Corinthians), Gérson (São Paulo), Jairzinho (Botafogo), Tostão (Cruzeiro), Dario (Atlético Mineiro), Pelé (Santos), Paulo Cézar Lima (Botafogo), Roberto (Botafogo) e Edu (Santos).

Enfim, nunca mais o futebol brasileiro apresentou tantas equipes extraordinárias como na época em que eram disputadas a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata. É esta época que deve ser esquecida?

3 Comentários até agora.

  1. Olá amigo,

    Nunca mais o futebol brasileiro haverá equipes,ou seleções,como na época de ouro do futebol brasileiro.

    Reconhecer esses titulos não é favor,é obrigação.

  2. siamopalestra escreveu:

    Falem, palestrinos do Nação!

    Gratos pela visita e pela linkagem aqui no belo blog de vocês. Vocês tbm já estão linkados.

    Siamo Palestra!

  3. Catedraldeluz escreveu:

    Períodos como o de 58/70 não devem ser esquecidos. Devemos aprender com eles. Não podemos subestimá-los.

    Um dia, quem sabe ...

    "Construir para poder conquistar! Acreditar sempre!"

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