O dossiê - Parte 1


Matérias da Imprensa na época

Taça Brasil na fase decisiva. Santos x Grêmio hoje na Vila. Chega, afi nal, à sua fase de maior interesse, a Taça Brasil, destinada a apontar o campeão nacional interclubes. E o Santos, na qualidade de campeão paulista de 1958, terá a responsabilidade de enfrentar o Grêmio Portoalegrense, que é tricampeão do Rio Grande do Sul. (A Gazeta Esportiva, chamada de capa, 17 de novembro de 1959)

Luta pelo título de campeão do Brasil: Santos x Bahia. Hoje à noite, em Salvador, Santos e Bahia estarão lutando pela segunda vez na série fi nal de jogos da Taça Brasil. O objetivo único é tornar-se o primeiro campeão do País. O embate na capital baiana está atraindo a atenção do público esportivo brasileiro. (A Gazeta Esportiva, título de página, 30 de dezembro de 1959).

Santos. Bahia. Decisão hoje à noite da Taça Brasil. Será conhecida no Maracanã a equipe campeã brasileira entre clubes. (Capa de A Gazeta Esportiva de 29 de março de 1959).

O E. C. Bahia conseguiu esta noite, no Estádio do Maracanã, o título inédito no futebol brasileiro, qual seja o de campeão brasileiro por equipes, garantindo sua participação no próximo Campeonato Sul-americano de Clubes Campeões. (A Gazeta Esportiva, 30 de março de 1959).

O futebol do Norte do país voltou a brilhar. Depois da atuação da Seleção de Pernambuco no Campeonato Brasileiro, fi cando em segundo lugar, foi a vez do E. C. Bahia vencer a Taça Brasil, o primeiro campeonato brasileiro de clubes. (A Gazeta Esportiva, 30 de março de 1959).

Bahia é o campeão. O E. C. Bahia sagrou-se ontem à noite campeão da Taça Brasil ao derrotar o Santos, no Maracanã, por 3 a 1. O título, que equivale ao de primeiro campeão brasileiro interclubes, foi obtido em partida acidentada, na qual foram expulsos três jogadores santistas. (Folha da Tarde, última página, 30 de março de 1960).

E. C. Bahia venceu a Taça Brasil! O campeão baiano não teve a mínima culpa nos acontecimentos verifi cados entre o juiz e os jogadores santistas. É o primeiro campeão brasileiro por equipes e será o representante nacional no próximo Campeonato Sul-americano de Clubes Campeões. (A Gazeta Esportiva Ilustrada, matéria de duas páginas, abril de 1960).

Esporte Clube Bahia conseguiu um título inédito no futebol brasileiro. Sagrou-se Campeão Brasileiro por Equipes. (A Gazeta Esportiva Ilustrada, legenda de foto de meia página com o time posado do Bahia, abril de 1960).

Santos é tetracampeão brasileiro: jogo com o Flamengo fica em zero. (A Gazeta Esportiva, título de capa e título de página, edição de 20 de dezembro de 1964).

Santos é pentacampeão do Brasil com gol de Pelé. (A Gazeta Esportiva, título de página, edição de 9 de dezembro de 1965).

Palmeiras com muito orgulho Campeão do Brasil. A Taça Brasil de clubes campeões do Estado, disputada desde 1959, elegeu a Sociedade Esportiva Palmeiras, pela segunda vez, o quadro campeão brasileiro de futebol, título conquistado ontem diante do Náutico. (pôster publicado por A Gazeta Esportiva, 30 de dezembro de 1967).

Bahia, campeão do Brasil. (A Tarde, de Salvador, título de capa, 1º de abril de 1960).

Cruzeiro é o campeão. O Cruzeiro é o novo campeão do Brasil, campeão épico e digno, capaz de feito como o de ontem, quando depois de estar perdendo por 2 a 0 para o Santos, no primeiro tempo, reagiu para vencer por 3 a 2. No gramado enlameado do Pacaembu, sob forte temporal e ante o público adverso, o Cruzeiro afi rmou-se, em defi nitivo, como a maior força do futebol brasileiro da atualidade. (Jornal dos Sports, capa, 8 de dezembro de 1966).

Todos os mestres na arte de calcular o futebol podem rasgar seus apontamentos, pois o primeiro campeão do Brasil é o Esporte Clube Bahia e não será sem motivos, pois venceu a melhor equipe do país e um das melhores do mundo. (O Globo, matéria assinada por Ricardo Serran, 1º de abril de 1960).

Bahia, primeiro campeão do Brasil de todos os tempos, um título único e inédito de uma importância sem igual. Uma odisséia fantástica do Esporte Clube Bahia, quase desacreditado depois da derrota em Salvador, vitorioso e inconstante no Rio de Janeiro, no templo do futebol, o Maracanã, contra o maior time do mundo. (O Globo, matéria assinada por Ricardo Serran, 1º de abril de 1960).

Santos é bi do Brasil. Goleado o Botafogo: 5 a 0. Realizando uma de suas grandes exibições, o Santos conquistou ontem à noite, pela segunda vez, a Taça Brasil, obtendo conseqüentemente o título de bicampeão brasileiro de futebol... (Folha de São Paulo, título de página, 3 de abril de 1963).

Santos foi tetracampeão. Sábado à noite, no Maracanã, com o empate a zero diante do Flamengo, o Santos FC conquistou pela quarta vez consecutiva a Taça Brasil, tornando-se dessa forma tetracampeão brasileiro de clubes. (Folha de São Paulo, título de página, 21 de dezembro de 1964).

Santos vence e é campeão. Em partida válida pela Taça Brasil, e na qual sete jogadores foram expulsos de campo, o Santos derrotou o Vasco da Gama
por 1 a 0, ontem à noite, no Maracanã, sagrando-se pentacampeão brasileiro.
(O Estado de São Paulo, 9 de dezembro de 1965).

Cruzeiro vence o Santos e ganha a Taça. Com brilhante reação, que transformou uma derrota de 0 a 2 em vitória por 3 a 2, o Cruzeiro, de Belo Horizonte, derrotou novamente o Santos em partida realizada ontem à noite no Pacaembu. Com essa segunda vitória, o campeão mineiro ganhou o título de campeão brasileiro de clubes e a posse da Taça Brasil, disputada pela oitava vez. (Folha de São Paulo, primeira página, 8 de dezembro de 1966).

Taça Brasil é do Cruzeiro. O Santos foi derrotado novamente pelo Cruzeiro na noite de ontem, no Pacaembu, e o título de campeão brasileiro e a Taça Brasil pertencem agora ao campeão mineiro. (Folha de São Paulo, página de esportes, 8 de dezembro de 1966).

O Cruzeiro é o novo campeão brasileiro. Tostão, de Taça Brasil na cabeça, fi cou no lugar do Rei Pelé, ontem à noite, no Pacaembu. Marcou um gol, fez tudo para o da vitória, marcado por natal e comandou a virada contra o Santos, que venceu o primeiro tempo por 2 a 0 e saiu de campo derrotado por 3 a 2. Pelé e Toninho fi zeram os gols do Santos. Tostão, Dirceu Lopes e Natal fi zeram os três do Cruzeiro... Cruzeiro, campeão brasileiro, e Palmeiras, quase campeão paulista, são dois times que começaram com o nome de Palestra. Esportes, nas páginas 14, 15 e 16. (Jornal da Tarde/ O Estado de São Paulo, primeira página, 8 de dezembro de 1966).

O que me deixou contente mesmo foi ver meu irmão Airton pular lá no banco de reservas com o terceiro gol, de Natal. Seu time com aquele gol fi cou campeão brasileiro, não é pra menos... (Depoimento de Zezé Moreira, página de esportes do Jornal da Tarde/ O estado de São Paulo, 8 de dezembro de 1966).

Santos pentacampeão brasileiro. (título de capa da revista O Cruzeiro de 1º de janeiro de 1966).

Cruzeiro: o novo rei do futebol no Brasil. (matéria de capa, em oito páginas, da revista O Cruzeiro ano XXXIX, nº 13, de 24 de dezembro de 1966).

Com o gesto olímpico de vitória, Piazza, o jovem capitão da equipe do Cruzeiro, de Minas gerais, traz grandes esperanças ao coração de todos os torcedores brasileiros. Uma nova geração de craques está fl orescendo. O nosso futebol mostra que o seu poder de renovação ainda existe, e disso o time de Tostão deu uma prova das mais convincentes nas duas categóricas partidas que disputou contra o todo-poderoso esquadrão de Pelé, nas fi nais da Taça Brasil. Os estádios voltam a fremir, no clamor das multidões empolgadas diante da fi bra e do malabarismo dos antigos e dos recentes ídolos. O grande título que o time mineiro conquistou tem, assim, uma signifi cação mais ampla e um sabor de renascimento. Demonstra, mais do que tudo, que o nosso maior esporte não se estagnou nem se abateu. E justifi ca, plenamente, a recepção triunfal que os campeões brasileiros de 66 receberam na volta a Belo Horizonte e que divulgamos na detalhada reportagem que fecha esta edição. São os novos valores que despontam, para que, junto aos astros já consagrados, o nosso futebol volte a ocupar o lugar que lhe pertence no esporte mundial. João Martins.
(editorial da revista O Cruzeiro ano XXXIX, nº 13, de 24 de dezembro de 1966).

“Com 2 a 0 a nosso favor” – disse Pelé – “acreditávamos na vitória porque conseguimos envolver o Cruzeiro. Mas, no segundo tempo, os jogadores reagiram com muita disposição e fi bra, e acabaram, com inteira justiça, nos vencendo. O que me resta dizer é que o título está com quem o mereceu mais”... O “bicho” foi de dois milhões de cruzeiros. Mas alguns diretores do campeão brasileiro estão se cotizando para aumentar essa soma. (cobertura da revista O Cruzeiro ano XXXIX, nº 13, de 24 de dezembro de 1966).

O campo enlameado do Pacaembu consagrou, ontem à noite, o grande campeão do Brasil, o Cruzeiro de Tostão, Dirceu Lopes, Natal, e Raul, isto para citar apenas quatro jogadores de uma das melhores equipes que o futebol brasileiro já viu nascer e crescer. (Armando Nogueira, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 8 de dezembro de 1966).

Depois da vergonha e da frustração da Copa do Mundo, nenhum acontecimento teve a importância e a transcendência da vitória de anteontem. Por outro lado, não foi só a beleza da partida, ou seu dramatismo incomparável. É preciso destacar o nobre feito épico que torna inesquecível o feito do Cruzeiro. Não tenhamos medo de fazer a sóbria justiça: aí está, repito, o maior time do mundo. (Nelson Rodrigues, Jornal dos Sports, Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1966).

Ao vencer ontem à noite o Vasco da Gama por 2 a 1, o Santos F. C. sagrou-se campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1968. Não há dúvida alguma quanto à justiça da conquista do time praiano, que provou ser o melhor do Brasil através deste torneio de caráter nacional. (O Dia, última página, 11 de dezembro de 1968).

Depois de vencer a primeira partida, por 6 x 2, em Belo Horizonte, o Cruzeiro precisa apenas de um empate para quebrar a longa hegemonia do Santos na Taça Brasil e conquistar o título de campeão brasileiro pela primeira vez em sua história. Cruzeiro, bicampeão mineiro, e Santos, pentacampeão brasileiro, disputarão hoje à noite – 21,30 horas – no Estádio Municipal do Pacaembu, a segunda partida decisiva pela VIII Taça Brasil. (matéria de capa de Estado de Minas, 7 de dezembro de 1966).

O Cruzeiro conquistou com méritos indiscutíveis o título máximo da Taça Brasil, quebrando a hegemonia de cinco anos do Santos nesse torneio. O time mineiro, depois de estar inferiorizado por 2 x 0, reagiu e assinalou três tentos. No fl agrante, a equipe cruzeirense, campeã brasileira, formada ao lado das autoridades que dirigiram o embate, quando do Hino Nacional. (legenda de foto do time do Cruzeiro posado, Estado de Minas, 8 de dezembro de 1966).

Emoção e alegria. Na sede celeste a emoção tomou conta de todo mundo...E a alegria continuou até alta madrugada. Aí então, já roucos e cansados de tanto torcer, o que se viu predominar foi uma ansiedade geral, com todos em grande expectativa, aguardando as 18 horas de hoje, quando o novo campeão brasileiro chegará á Pampulha trazendo a Taça Brasil. (página de esportes, Estado de Minas, 8 de dezembro de 1966).

Triunfo épico do futebol mineiro. Conquistou ontem o Cruzeiro o maior troféu do futebol nacional, ao derrotar de maneira espetacular a famosa esquadra do Santos, detentora, por cinco anos consecutivos, da Taça Brasil, agora em poder do time mineiro, que acaba de sagrar-se como realmente o mais perfeito do País... Ao final do emocionante confronto, lá estava o marcador que consagrava defi nitivamente o onze montanhês como campeão brasileiro. (Primeira página do jornal Estado de Minas, edição de 8 de dezembro de 1966).

Faixas para os campeões. Durante as cerimônias no Palácio do Rádio, o governador Israel Pinheiro fará a entrega da faixa de campeão do Brasil a cada um dos jogadores do Cruzeiro. Em seguida, o prefeito Osvaldo Pieruccetti entregará a chave da cidade ao capitãodo time, o zagueiro Procópio. (Estado de Minas, página de esportes, 8 de dezembro de 1966).
Retirado da obra "Dossiê: Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959". (por Odir Cunha)



A História
E sempre lembraremos, até que saia a posição oficial da CBF.
Retirado deste post.

M Anão C: “Receber títulos por e-mail mudará a vida de alguém?"

Deve ter mudado a vida de vocês, se intitulam "TRI MUNDIAL".

M Anão C: "A posição do São Paulo é que ninguém muda a história e que a história do Campeonato Brasileiro começa a partir de 1971”.

Assim como a História do Mundial começa a partir de 2000?
Que feio, recebendo títulos (2 mundiais) por e-mail...
E ainda reclamam quando falamos que fomos campeões mundiais em 1951..

5 Comentários até agora.

  1. Anônimo escreveu:

    Quem não tem qualquer argumento vem com essa história de títulos por fax ou por e-mail.
    Em primeiro lugar, JUSTIÇA NÃO TEM PRAZO DE VALIDADE. Se é justo, pode ser reivindicado em qualquer tempo. Democracia é isso.
    Em segundo lugar, esses títulos nunca deixaram de ser oficiais. A questão é que a CBF se omitiu e a parte malandra da imprensa esportiva camuflou as conquistas dos times para os quais não torcem.
    O que se quer é a ratificação dos títulos, pois eles já são reconhecidos.
    Se tem time que comemora campeonato mundial ganho em apenas um jogo...

  2. Vinicius escreveu:

    Esse Anão Bambi deveria cuidar das gazelas dele, correto?
    Acho engraçado, e muito me impressiona que, certa vez, perguntado na TV a respeito de tais títulos mundiais, o bambizão gagueijou literalmente.
    Vale lembrar que o adversario de hoje é mais velho ou tradicional que os bambis q se nào me engano foram fundados em 35 depois da parada gay com o nome: gays & bambis q jogam futebol.
    Sem preconceito algum, apenas a realidade.

    Huahauhauahauhauahauhauaha

    Vi no site do LANCHE o título da matéria: VERDÃO TENTA QUEBRAR JEJUM!

    Que jejum?
    Alguém sabe?

    Abraços e bom jogo pra nós!

    Vinicius

  3. Vinicius escreveu:

    A, valeu pela explicação sobre a utilização dos blogs como meio de divulgaçào do novo CEL da SAMSUNG.

    Abraço!

  4. Anônimo escreveu:

    hahaha...essas porcas rosas são comédia....

  5. Comédia é postar anonimo!

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