O calendário do Futebol Brasileiro

Estava formulando um post sobre o Calendário Nacional de Futebol há algum tempo, antes de começar os Estaduais, cheguei a programar um post, mas não foi concluído, deletei. Encontrei um post muito bom sobre o assunto, leia.

Em épocas de Estaduais, pré-temporadas curtas e início de Libertadores e Copa do Brasil, o mesmo assunto sempre vem à tona: o inadequado calendário do futebol brasileiro. O assunto não é novo nem mesmo neste blog, mas se depois de trinta anos os pontos corridos finalmente foram adotados, por que não discutir o tema à exaustão até que se chegue a um consenso?

A proposta é simples: o calendário brasileiro deve ser adequado ao europeu. Mas como conseguir incutir na cabeça do torcedor as temporadas que começam em um ano e terminam em outro? A idéia seria readequar as competições.

Primeiro ponto: os Estaduais precisam acabar. Rivalidades regionais existem e são centenárias, e não deixarão de as ser com o fim desses campeonatos, que convenhamos, só existem no Brasil e não fazem mais o menor sentido. Será possível que com isso os clubes pequenos acabem? Esta é uma regra do próprio sistema que rege o futebol, capitalista como é - quantos clubes grandes, como Santa Cruz, Guarani e Bahia, já não foram ultrapassados por outros de menor tradição, mas maior aporte financeiro e mais bem estruturados? O protecionismo não pode ser conivente com a incompetência.

Assim, com o fim dos estaduais, o Brasileirão poderia começar em fevereiro, deixando janeiro para a pré-temporada. Um campeonato bem estruturado em quatro divisões pode comportar os times pequenos que atualmente só disputam os regionais e mantê-los ativos por todo um semestre - que é o que acontece com a maioria atualmente.

Três divisões nacionais com 20 times, como acontece atualmente, e mais uma quarta divisão nos moldes europeus: regionalizadas na primeira fase, que pode durar um semestre e envolver dezenas de clubes, classificando os melhores para a fase nacional no segundo semestre, com 20 ou 40 clubes, classificando 4 para a Terceirona do ano seguinte. Assim, os pequenos continuariam existindo.

Por fim, Libertadores e Copa do Brasil são competições completamente distintas. Não é justo que uma equipe que dispute uma, não participe de outra. Nesse caso, os grandes europeus jamais disputariam suas copas nacionais - este sim o local adequado para os pequenos receberem os grandes.

A idéia é separar: Copa do Brasil em um semestre, competições internacionais em outra. Libertadores e Sul-Americana disputadas juntas podem permitir o mesmo que UCL e Copa Uefa: os terceiros colocados ainda têm chance de serem campeões de um torneio menor. Obviamente, neste caso seria necessária uma adequação de todo o calendário sul-americano - e para a Conmebol não é interessante ter as mesmas competições, por envolver contratos de patrocínio e exposição na mídia. Sem contar que clubes como Boca e River têm vaga vitalícia na Sul-Americana - procedimento que precisa ser abolido. Quem joga uma, não joga outra.

Enfim: campeonatos de fevereiro a novembro, férias em dezembro, pré-temporada em janeiro. Dá até para abrir 15 dias de descanso em julho.

Não é difícil, nem complicado de se chegar a essa fórmula.

Basta querer.
Fonte: Jornalismo Esporte Clube

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