Pós-Rodada e Apito Amigo


Pós-Rodada
A rodada "terminou", faltam "apenas" 75 min de jogo entre Figuerense e Fluminense que foi interrompido por falta de energia.

Os jogos de ontem pouco interessavam ao Palmeiras, talvez apenas o do Santos, pro torcedor alvi-verde ver o time Santista jogando e torcer por suspensões e outras coisas. Somente Domingos, se não me engano, levou o 3º amarelo. O Kléber Pereira fez mais um. Mas o Santos foi sufocado e não jogou bem.

A tabela do campeonato pode ser visto ao lado. Voltamos ao G4, 1 ponto atrás dos líderes. Poderiamos ser 3º se não fosse o apito amigo.

AA - Apito Amigo
Saiu no blog do Arnaldo Cézar Coelho a explicação do lance, o ex-árbitro e atual comentarista fala umas coisas interessantes, talvez um milagre da natureza:

A regra é clara. De uns anos pra cá, a Internacional Board, que confecciona regras, tem dado ênfases na lei do impedimento, e o jogador para ser punido não basta apenas estar em posição de impedimento, como estava o Wellington no momento do chute de Lucas. Ele tem que participar da jogada, isto é, tocar na bola, ou atrapalhar a visão do goleiro, por estar naquela posição adiantada. Para mim, o lance foi normal.

Sem querer justificar esses erros, eu quero dizer que o assistente, Renato Miguel Vieira, lá da linha lateral não dava para precisar se a bola havia tocado ou não no atacante do Botafogo. Embora, cá pra nós, o arbitro Sérgio da Silva Carvalho, que estava na entrada da área, estava de frente para o chute e viu que a bola passou por debaixo da perna dos defensores do São Paulo e a meio metro do Wellington. Daí a razão de ter apontado o centro do campo. Mas quando ele foi consultar o assistente, ele podia ter agradecido a informação e confirmado o gol. Ele errou também.

O mais interessante é que o goleiro Rogério Ceni, após tentar a defesa e não conseguir evitar o gol ficou deitado de barriga pra cima alguns segundos lamentando o gol de empate quase ao final do jogo, que praticamente tiraria o São Paulo da posição invejada da tabela. E, ao ver que os jogadores corriam e apontavam para o bandeirinha, ele correu também muito mais para apoiar os companheiros na pressão do que propriamente ter convicção de que o gol foi ilegal.


É bambi-Ceni, acho que até os "globais" não estão mais caindo na sua farsa.
A tempos a mídia Palestrina bate na mesma tecla, mas o problema maior é que essas coisas não viram capa do GloboEsporte.com. É, não causam polêmica como fazem com o Palmeiras, podiam deixar a capa do site, na quinta-feira de manha, da globo assim:

"JUÍZ AJUDA O SÃO PAULO A ENCOSTAR NO LÍDER"

"GRAÇAS AO APITO, SÃO PAULO CHEGOU NO GRÊMIO"

"DEPOIS DE TRÊS JOGOS SENDO BENEFICIADO, O SÃO PAULO ENCOSTA"


Aposto que hoje, mais árbitros estariam suspensos, e não só o coitado e ético Vuaden.

Saiu também no GE.com, uma análise do lance. Mas nada de mais, apenas mostram o lance e colocam a visão do bandeirinha e do juízão, questionando a visão deles.

Na Gazeta Esportiva, saiu uma matéria em que Belluzzo desabafa sobre o caso. Mas veja, isso não causa grandes notícias. Não causa impacto como causou as notícias dos diretores e dos jogadores do Grêmio reclamando de benefícios do STJD ao Palmeiras. Que repetiria 2005. Sim, talvez repita, mas não a favor do Palmeiras, nunca foi e nunca será. Leia:

Para não ser “banana”, Verdão denuncia favorecimento são-paulino

A vitória por 1 a 0 sobre o Goiás manteve o Palmeiras vivo na briga pelo título brasileiro, mas outro jogo da 32ª rodada do Brasileiro ainda tira alguns alviverdes do sério. O diretor de planejamento do clube e um dos economistas mais reconhecidos no Brasil, Luiz Gonzaga Belluzzo, procurou a GE.Net para manifestar sua irritação com o triunfo por 2 a 1 do São Paulo sobre o Botafogo nessa quarta-feira.

A indignação do dirigente reside no polêmico gol de Lucas aos 30 minutos do segundo tempo anulado pelo árbitro Sérgio da Silva Carvalho. O apitador viu participação de Wellington Paulista, que estava em posição de impedimento e levantou o pé antes de a bola ultrapassar Rogério Ceni.

Avaliando o arqui-rival como um clube que “pressiona” os árbitros, o cartola resolveu tornar pública a sua revolta contra o episódio. “Não queremos pressionar ninguém a nosso favor, isso não faz parte da tradição do meu grupo no Palmeiras. Mas, do jeito que está ocorrendo, se ficarmos quietos, a torcida do Palmeiras vai achar que somos ‘bananas’”, explicou, em entrevista por telefone.

A manifestação de Belluzzo tem uma razão: um suposto favorecimento ao Tricolor, que agora lidera a competição ao lado do Grêmio. Para justificar sua tese, o diretor lembra de um pênalti que Heber Roberto Lopes teria ignorado em Rodrigão no triunfo por 2 a 1 do time do Morumbi sobre o Vitória, na rodada anterior.

“Não quero levantar suspeita, não é o caso. Mas há uma sucessão de erros a favor do São Paulo. Os erros acontecem, mas, usando uma medida estatística, devem ter uma distribuição aleatória. O normal é errar e acertar na mesma proporção, e agora está tudo muito concentrado em uma causa”, acusou, dizendo estar protestando indiretamente também em nome dos outros concorrentes ao título nacional.

“O problema é que o prejuízo de Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio é brutal. Distorce o resultado de um jogo e a classificação. No fundo, todos perderam dois pontos porque o árbitro cometeu um erro primário, elementar. São dois erros cruciais e fatais em dois jogos decisivos”, continuou.

Apesar de sua indignação, Belluzzo admite que o São Paulo já foi prejudicado neste Brasileiro na derrota por 1 a 0 para o Grêmio no Olímpico, quando Perea marcou o gol em posição irregular. Mesmo assim, ainda vê vantagem a favor do Tricolor paulista. “Se fizer a lista dos jogos em que o São Paulo foi beneficiado, o Grêmio perde. Na minha conta, nos últimos tempos, está 2 a 1”.

E nas contas do palmeirense constam outras partidas em que os são-paulinos se deram melhor por erros de arbitragem, como na primeira semifinal do Paulista deste ano, quando o então tricolor Adriano assinalou um gol com a mão. Na opinião do dirigente alviverde, tudo faz parte de uma prática comum no arqui-rival.

“O problema no futebol não é suborno. Isso até pode acontecer, mas o ruim é criar um ambiente em que o juiz fica constrangido, com medo de errar contra você”, comentou. “Quando indicaram o Sálvio (Spinola Filho) para apitar o último clássico, foi um Deus nos acuda. O Marco Aurélio Cunha (superintendente de futebol são-paulino) ficou a semana inteira em cima do juiz, que entrou em campo bambeando as pernas, perdidinho”, recordou Belluzzo, frisando, no entanto, que suas reclamações não têm a mesma intenção dos são-paulinos. “Ninguém nunca ouviu algum de nós reclamar como eles fazem”.

Um árbitro “pobre diabo” – Juntamente com a contestação à anulação do gol de Lucas, Luiz Gonzaga Belluzzo aumentou sua reprovação às arbitragens de Sérgio da Silva Carvalho. O Palmeiras já havia protestado formalmente contra o apitador após sua atuação na derrota por 1 a 0 para o Paraná no Brasileiro de 2007 e o novo “equívoco” valeu mais criticas ao representante do Distrito Federal.

“Ele é um pobre diabo. Deveria estar como gandula, não como juiz. Você vê claramente que ele é fraco. O Rogério Ceni foi lá todo ‘empetecado’, deu uma peitada e deixou ele deste tamanhinho, ficou todo abalado. Fico até com pena, ele não tem personalidade para ser o juiz em um jogo desta circunstância”, reclamou o diretor.

O que irrita ainda mais o cartola é o fato de o mesmo Sérgio da Silva Carvalho ter trabalhado na derrota palmeirense por 3 a 0 para o Fluminense, no sábado, quando Washington enganou Marcos fingindo que desviaria uma cobrança de falta com a mão no gol marcado por Carlinhos.

“O lance do Botafogo não é a mesma coisa do lance do Washington. A regra é omissa, mas acho que aquilo é um gesto antidesportivo e já vi muito juiz marcar tiro indireto e até punir com cartão vermelho quem tentou usar a mão. Se fosse um outro árbitro de maior personalidade, como o (Carlos Eugenio) Simon, por exemplo, certamente veria o lance de outra maneira, mas ele (Sérgio da Silva Carvalho) é um pobrezinho”, repetiu, admitindo, porém, que a jogada de sábado é “controversa”.

De qualquer maneira, Belluzzo cobra árbitros com mais “personalidade” nos jogos do Verdão. “Só queremos que o Sérgio Corrêa (presidente da Comissão Nacional de Arbitragem) tome cuidado e tenha sorte. A diferença de um time para o outro é de um ponto e qualquer distorção acaba decidindo. Temos seis jogos. Se o Palmeiras perder legitimamente, é do futebol. Agora, se perder porque os árbitros entregaram dois resultados, não é bom para o futebol”, concluiu.


Escutando a entrevista do Belluzzo para a Radio Globo, no 3vv, ele solta uma ótima: "Ali na discussão, no bolo que se formou (no lance anulado do Botafogo), você nota claramente, que os jogadores do Botafogo tentaram argumentar, e o Rogério Ceni, que é um excelente aluno do curso de PHD de influenciar juíz do São Paulo. Ele assumiu a frente e intimidou o juíz. O juíz, cá entre nós, sem nenhum desprezo, é fraco. É um pobre diabo"

Vamos ver o quanto isso será noticiado.
Fácil para ganhar apostas.

FALTAM 6.

2 Comentários até agora.

  1. Raphael escreveu:

    E tá ficando bonita essa página, hein!

  2. Hidemaster escreveu:

    É o juiz não ajuda nem quando o bandeirinha está disposto a anular um gol do adversário.

    Assim fica difícil.

Adicionar novo comentário

Devido a comentários sem educação, aguarde a moderação